
Enfim teve início o ano letivo. Recebi a distribuição da minha carga horária na semana anterior - em uma improdutiva reunião pela falta de otimização do tempo - e constatei algumas disparidades. Mesmo sendo formada em Pedagogia e sempre trabalhado com Prática Pedagógica (o antigo Estágio) constatei que essas aulas foram repartidas com quem não tem Pedagogia e legitimidade para atuar, uma vez que o correto é isso acontecer somente em caráter emergencial quando a escola não dispõe de profissional com essa formação específica. Bem, não que eu não tenha argumentado, mas os gestores disseram que não poderiam fazer nada. Se eles que são as pessoas que estão à frente da escola para resolver todos os problemas existentes acham-se impotentes para isso, a quem recorrer? A instância superior, claro. E é o que farei. Irei à GRE (antiga GERE) lutar por meus direitos. É bom ressaltar que até o ano passado (2007) estive - com mais 5 colegas - atuando como Professora Formadora do PROFORMAÇÃO / Programa de Formação de Professores em Exercício e por isso nossa carga horária em sala de aula estava reduzida em 50%, os outros 50% ficávamos à disposição do Programa, no qual atuávamos com Cursistas Indígenas Kambiwá e Kapinawá.
Outra surpreendente constatação que fiz ao receber as listas com os nomes dos alunos por série foi que não houve uma distribuição lógica e equitativa por sala. Embora na reunião entre gestores e professores tenha sido dito que as turmas ficariam com um número razoável de alunos para que fosse possível primar pela qualidade do ensino vi, por exemplo, turma com cerca de 60 alunos no turno da tarde e a mesma série com cerca de 25 alunos funcionando pela manhã. Quanta incoerência! Procurei o gestor escolar e mostrei as duas relações, questionando a razão daquilo e ele me pediu para conversar com a secretária da escola que argumentou sofrer pressão por parte dos alunos e pais que exigem em qual horário querem estudar. Que coisa estranha! Vê-se que a escola está cada vez mais perdendo espaço para as "vontades" dos alunos. Então a escola perdeu o poder de determinar os limites e possibilidades? Ela não pode mais dizer que a turma tal está completa e que o aluno terá que ir para outra turma? Isso parece coisa de "final dos tempos" como dizem por aí. O aluno não precisa mais seguir e “obedecer” regras e normas da escola, a escola é que tem que cumprir as exigências do alunado. Meu Deus, em que mundo estamos? E o discurso de modernização da gestão pública fica só no papel mesmo, é? Em geral os discursos são muito bonitos, vejamos na prática se eles são efetivados.
Bem, posteriormente escreverei sobre a primeira impressão que tive das turmas com as quais trabalhei nessa primeira semana de aulas. Até breve!
Outra surpreendente constatação que fiz ao receber as listas com os nomes dos alunos por série foi que não houve uma distribuição lógica e equitativa por sala. Embora na reunião entre gestores e professores tenha sido dito que as turmas ficariam com um número razoável de alunos para que fosse possível primar pela qualidade do ensino vi, por exemplo, turma com cerca de 60 alunos no turno da tarde e a mesma série com cerca de 25 alunos funcionando pela manhã. Quanta incoerência! Procurei o gestor escolar e mostrei as duas relações, questionando a razão daquilo e ele me pediu para conversar com a secretária da escola que argumentou sofrer pressão por parte dos alunos e pais que exigem em qual horário querem estudar. Que coisa estranha! Vê-se que a escola está cada vez mais perdendo espaço para as "vontades" dos alunos. Então a escola perdeu o poder de determinar os limites e possibilidades? Ela não pode mais dizer que a turma tal está completa e que o aluno terá que ir para outra turma? Isso parece coisa de "final dos tempos" como dizem por aí. O aluno não precisa mais seguir e “obedecer” regras e normas da escola, a escola é que tem que cumprir as exigências do alunado. Meu Deus, em que mundo estamos? E o discurso de modernização da gestão pública fica só no papel mesmo, é? Em geral os discursos são muito bonitos, vejamos na prática se eles são efetivados.
Bem, posteriormente escreverei sobre a primeira impressão que tive das turmas com as quais trabalhei nessa primeira semana de aulas. Até breve!

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